Na primeira parte eu contei que conheci um negão, casado, evangélico que é tecnico da Claro, mas que a esposa não quer transar mais, então a gente se conheceu, transou gostoso algumas vezes e ele prometeu voltar, e voltou...
Mas não veio sozinho.
No Telegram, de tarde, Edson mandou um áudio baixo, como quem fala no banheiro do serviço:
“Tem um parceiro da Claro. Trabalha comigo. Casado também. Mulher evangélica. Mesmo problema. Forte, gordinho, preto. Nunca comeu homem. Tá doido. Posso levar?”
Pensei dois segundos.
Mandei: pode.
Eles chegaram perto das 21h. Chuva fina de novo na Zona Norte. Duas motos. Dois capacetes. Duas jaquetas de técnico.
Edson entrou primeiro.
Atrás veio o outro: Marcos. Mais baixo um pouco, mais barriga, peito largo, barba fechada, mão grossa de quem passa o dia em poste e caixa. Cheiro de rua e de chuva.
Fechei a porta.
Levei os dois pro quarto.
Tirei a roupa. Fiquei só de calcinha branca.
Eles se olharam. Aquele silêncio de homem que nunca fez isso e já está duro só de ver.
Edson chegou atrás de mim, passou a mão na bunda, como da outra vez.
Marcos ficou parado uns segundos, respirando pesado. Depois chegou na frente, segurou meu queixo e mandou eu ajoelhar.
Dois paus. Grossos. De casado com tesão acumulado.
Dois gemidos baixos.
Duas mãos na minha cabeça.
Edson falou no meu ouvido:
“Trata a gente como puta trata. A mulher não faz isso.”
Fiz.
Um na boca, o outro encostado no rosto. Troca. Saliva. Tapa leve.
Marcos xingava baixo, quase sem jeito no começo. Depois soltou. Tesão ganha da vergonha.
Edson pediu camisinha e lubrificante.
Me jogou de quatro. Enfiou primeiro, com força, do jeito dele. Marcos ficou na frente, me fazendo chupar enquanto o outro socava.
A cama batia. A chuva no vidro.
Dois homens casados, dois técnicos da Claro, dois corpos gordos e fortes em cima de mim.
Quando Edson cansou do ritmo, saiu e mandou o amigo entrar.
Marcos enfiou mais devagar no começo — grosso, barriga encostando nas minhas costas — e depois acelerou. Segurava minha cintura com mão grande.
Edson ficou do lado, batendo punheta, olhando, falando putaria.
Perguntaram se eu engolia os dois.
Disse que sim.
Primeiro o Marcos. Gozo grosso, bastante, na língua.
Depois o Edson, de novo, como da outra vez.
Engoli. Chupei o resto.
Os dois no banheiro. Água correndo. Risada baixa de alívio.
Quando voltaram, já se vestindo, Marcos perguntou se podia voltar.
Falei que sim.
Edson sorriu aquele sorriso de quem achou válvula de escape.
Agora são dois.
Dois técnicos. Dois casados. Dois gordinhos fortes da Zona Norte.
Pois é, galera.
O amante trouxe sócio.
Se tiver outra parte, eu conto pra você, espero que tenham gostado.




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