Moro numa vila em Fortaleza. Em frente mora o Renan, meu melhor amigo. O quarto dele sempre foi o ponto: TV enorme, games, filme, sofá afundado. E a casa era fácil. Os dois moram sozinhos. A mãe do Renan morreu há anos. O pai, Wagner, tem quarenta, um e noventa, corpo largo, voz grossa, barba e peito cheios. Viúvo. Deixa a gente em paz.
Às vezes o Renan estava na casa dos avós e eu ia mesmo assim. Ficava no quarto. O Wagner bebia cerveja na sala, punha um som baixo e não atrapalhava.
Até o dia em que a curiosidade ganhou.
Ele sumiu no quarto. Da sala vinham gemidos. Andei na ponta dos pés. Pela fresta vi.
Wagner nu, peludo, pau grosso e escuro na mão, enfiando num brinquedo de silicone — uma bunda. Na TV, um filme. Ele metia e falava sozinho, baixo e sujo.
Eu deveria ter rido. A gente já se zoava. Mas o corpo dele, o tamanho, o gemido… me pegou. Fiquei duro. Primeira vez vendo um homem maduro daquele jeito, de pau duro, sem pose.
Ele virou.
— Tá fazendo o quê aí, moleque?
— Nada, Wagner. Foi mal.
— Entra. A gente é homem, porra. Já viu uma bunda assim?
Entrei. Ele não escondeu nada. Continuou. Olhava pra TV, olhava pra mim.
O pau dele era grosso, pesado, preto. O resto combinava: largo, peludo, parrudo.
— Tira o seu também. Mete nesse cuzinho. Já tá folgado.
Tirei. O meu não era nem metade. Mesmo assim meti, desajeitado, no brinquedo. Tesão puro, vergonha misturada.
— Isso, Caio. Mete.
Quase gozei. Parei. Queria ver ele.
Ele pediu o gel. Passei. Ele passou no pau e bateu uma com aquele barulho molhado que me deixou com água na boca. Tentei disfarçar. Não deu.
— Meu pau é grosso igual falam?
— Acho que é. Ainda mais do lado do meu.
— Tá sem tirar o olho. Quer pegar? Fica tranquilo. Ninguém vai saber. E não conta pro Renan.
A mão fechou nele. Pesado. Quente. Duro.
— Delícia. Eu já via esse jeitinho em você. Bate direito… o Renan também te come, né?
Confirmei com a cabeça.
— Então ajoelha.
Ajoelhei no tapete. O pau do Renan eu já conhecia. O do pai era outra coisa: grosso, macio na cabeça, cheio.
— Abre a boca. Empina o rabo.
Empinei. Magro, bunda redonda.
Ele foi até a gaveta e voltou com uma calcinha vermelha, pequena.
— Veste.
Vesti.
— Hoje você é minha putinha. Vou te chamar de Nina.
Concordei com tudo. Queria aquele momento.
— Deita. Hoje você é minha mulher.
Deitei de lado. Ele colou atrás, beijou o pescoço, mordeu a orelha.
— Tá gostando? Posso fazer o que eu quiser — sem você fazer nada contra a vontade. Mas vou ser sincero: vou te foder de verdade. Daqui pra frente, filho e pai.
— Me faz de menina, Wagner. Eu quero.
Ele pediu pra eu relaxar. Entrou devagar no começo, depois com vontade. Me virou de quatro. Me chamava de Nina, de putinha. Eu gemia. Sabia que era o pai do meu melhor amigo. Isso deixava tudo mais quente.
Disse que ia gozar dentro. Empinei. Ele gozou muito, fundo, e me deixou assim — usado, cheio, feliz.
Mandou eu tomar banho. Tomei. Voltei pra casa sentindo o corpo inteiro.
Não foi a última vez. Nem com o Wagner. Nem com o Renan.

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