Rapidinha com o pintor do prédio — São Paulo
Essa semana estavam pintando as portas dos elevadores do prédio onde moro, aqui em São Paulo. Entre os caras da obra, um pintor alto, uns 1,87 m, uns 55 anos, moreno de sol, cabelo grisalho bagunçado, barba por fazer. Corpo gordinho, mas forte — peito largo, barriga de homem que trabalha, braços grossos, pelos no peito e na barriga que a gente gosta. Bermuda de trabalho justa, aquele volume na frente que não mentia, sacudo, pesado, descendo. Casado. Aliança no dedo.
Eu sou o tipo de cara que ninguém desconfia. Evangélico, varão da igreja, o irmão que prega, que leva as irmãs pra casa depois do culto, que fica com mulher, que tem namorada de vez em quando. Gay não assumido. Dentro de casa, sozinho, era outra história. Mas na rua, na igreja, no trabalho, era o homem reto.
Cheguei do trabalho umas 9h30 da manhã. Ele já estava lá, rolo na mão, pintando. Cumprimentei. Enquanto procurava a chave na mochila, não consegui parar de olhar. Falei que o serviço estava ficando massa, que o trabalho era caprichado. Entrei no apartamento, mas fiquei no olho mágico. Via ele se mexer, o volume da bermuda balançando quando ele se abaixava.
Mais tarde desci de shortinho pra academia. Ele me viu. Na volta, cheguei suado, sem camisa, short apertado no corpo magro definido. Ele parou o rolo e olhou direto. Aquele olhar de quem já entendeu.
— Tá um calor do caralho — falei.
— Tá mesmo.
Perguntei se aceitava uma água gelada ou suco. Ele ficou sem jeito, olhou pro corredor, mas aceitou.
— Entra aqui um pouco.
Ele entrou. Tomou a água. A bermuda ainda marcada. O volume grande, baixo, pesado. Perguntei se queria uma coca gelada. Ele aceitou na hora.
Ficamos conversando da obra. Eu não tirava o olho do peito dele, da barriga, daquela protuberância na frente da bermuda. Ele percebeu. Ajeitou o volume com a mão, sem pressa, como quem já sabe o efeito.
— E o rolo? — perguntei. — É bom pra pintar os cantinhos da porta?
Ele riu baixo.
— É bom. Bom todo.
— Queria que pintasse as portas do meu ape também. Posso ver o material?
Ele olhou pra porta, depois pra mim.
— Quer ver?
— Quero.
Ele desceu o zíper da bermuda e tirou pra fora. Uns 22 cm, grosso, pentelhudo, veias aparentes, a cabeça já inchada. Pesado na mão. Quente. Ficou ainda mais grosso enquanto eu segurava. Os ovos grandes, baixos, cheios. Sacudo mesmo.
— E aí? Quer molhar o pincel?
Ajoelhei. Enchi a boca de uma vez. Cheiro de suor de trabalho, de homem que passou o dia no sol. Mamaí fundo, sentindo ele crescer ainda mais, a cabeça batendo no fundo da garganta. Ele segurou meu cabelo, mas sem pressa. Fiquei ali uns cinco minutos, lambendo, chupando, sentindo o gosto, o cheiro, o peso. Ele gozou na minha boca e no meu peito. Leite quente, bastante. Limpei o pau dele com a língua e com a mão.
Ele não saiu na hora.
Ficamos em silêncio uns segundos. Ele ainda semi-duro, a bermuda aberta, o volume ainda ali. Olhou pra porta de novo.
— Fecha essa porta.
Fechei.
Ele me virou de costas, puxou o short pra baixo. Dedos grossos, calejados, passando no meu cu. Cuspiu, passou o pau molhado de porra e saliva. Empurrou. Grosso, quente, obrigando a abrir. Arrombou de verdade. Foi fundo de uma vez. Segurou minha cintura com aquelas mãos grandes e começou a foder. Pesado, ritmado, o corpo gordo e forte colado nas minhas costas, o suor dele no meu. Os ovos batendo. Ele gemendo baixo, falando pouco.
— Isso. Aguenta.
Fodeu até gozar de novo, dentro. Ficou um tempo parado, respirando, ainda enfiado. Depois saiu devagar, limpou o pau na minha bunda e fechou a bermuda.
— Se precisar pintar as portas do ape, me chama.
Saiu.
Não o vi mais naquele dia. Nos outros dias da obra, eu descia e subia procurando em qual andar ele estava. Nunca achei. O varão da igreja voltou pra rotina: culto, namorada, trabalho. Mas o cu ainda sentia. E toda vez que passava na porta do elevador pintada, lembrava do volume na bermuda, do cheiro de suor e do pintor casado que me arrombou numa manhã qualquer em São Paulo.


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