O Juventus, na Mooca, era só mais um serviço. Som, cabo, teste, aquele calor de São Paulo grudado na pele. Eu estava no meio do trabalho quando o motoboy chegou para a entrega.
AVISO IMPORTANTE:
O conto foi escrito a partir de um relato real de um assinante, o rosto das pessoas não foi mencionado. As fotos foram feitas com IA, apenas com as características corporais (não do rosto) foram descritas no relato. Essas pessoas das imagens não existem. Se parecerem com alguém real, é apenas coincidência.
Ele parou a moto, tirou o capacete e o resto do mundo diminuiu um pouco. Uns trinta e cinco, no máximo quarenta. Branco, loiro queimado de sol, cara de italiano, barba curta já grisalha nas pontas. Parrudo. Barriga de quem come e trabalha. Perna grossa, panturrilha marcada. A calça jeans apertava na frente de um jeito que não dava para fingir que eu não vi.
A gente começou a conversar enquanto ele esperava. Ele falava fácil, ria fácil. Disse que era caminhoneiro. Motoboy só nos dias em que não tinha carga, quando rodava por São Paulo para não ficar parado. Eu morei na Mooca naquela época. Tinha encomenda para sair. Peguei o contato dele.
Dois dias depois ele bateu na porta.
Tinha tomado banho. Cheiro de sabonete barato e pele quente. Perguntou se tinha cafezinho. Depois, sem rodeio:
— Te incomoda se eu fumar um baseado?
Falei que não. Podia fumar à vontade. Eu não fumo. Fiquei olhando ele acender, puxar, soltar a fumaça devagar, a barriga subindo e descendo, as tatuagens no peito — a caveira, o símbolo, a cruz — se mexendo com a respiração. Desde o Juventus minha pica não tinha baixado direito. Coçava por dentro da calça.
Ele olhou para mim, deu um sorriso torto e perguntou:
— Que hora você vai começar a chupar?
Fiquei sem graça. Aquele homem tesão, grosso, peludo, com a calça já marcada. Ele abriu o botão, puxou o zíper. A pica saltou: uns dezessete, dezoito centímetros, grossinha, branquinha, veia aparente, cabeça já molhada. Eu ajoelhei.
Chupei com fome. Chupei a cabeça, desci até a raiz, senti o gosto de pele recém-lavada e tesão. Chupei o saco pesado, quente, peludo. Ele fumava em pé, uma mão na minha cabeça, o cigarro na outra, gemendo baixo.
— Chupa meu cu também.
Virei ele. A bunda era grande, macia, o cu rosado e apertado no meio. Lambei, enfiei a língua, senti ele tremer e rir pela fumaça. Ele puxou a calça para baixo de vez.
— Vamos pra cama.
Na cama ele deitou, ainda fumando. Eu chupei de novo, mais fundo, mais devagar. Depois ele falou:
— Senta.
Pus a camisinha. Sentei no pau dele com cuidado no começo, depois inteiro. Era grosso o bastante para arder gostoso. Rebolei. Ele fumava, olhava meu corpo, segurava minha cintura com mão de caminhoneiro. Eu rebolava, ele soltava fumaça e gemido no mesmo tempo.
— Tô de folga — ele disse. — Hoje você não trabalha.
Passamos o dia na cama.
Depois que o baseado acabou, ele me puxou para beijar. Beijo de boca suja de fumaça e saliva. Nossas picas se encostaram, barriga com barriga, pelo com pelo. Dois gordinhos se esfregando, suando, rindo no meio. Uma delícia um com o outro. Sem pressa. Sem pose.
De manhã tinha começado no sofá e na porta. De tarde ele me virou de quatro e fechou no meu cu. Entrou devagar, depois fundo, a barriga batendo nas minhas costas, a mão firme na minha cintura. Eu gemia no travesseiro. Depois eu chupei o cu dele de novo, com ele de barriga para cima, as pernas abertas, o pau duro escorrendo no próprio umbigo.
Dormimos o sono da tarde juntinhos. O quarto quente, o cheiro de sexo e maconha, o corpo dele pesado contra o meu. Por volta das seis ele se vestiu, me beijou na boca e foi embora.
Dois dias depois voltou.
Outra tarde inteira. Mesma cama, mesmo tesão, mesma folga. No fim, ele estava deitado, a mão na minha barriga, olhando o teto, e falou baixo, como quem conta um segredo que já tinha ensaiado:
— Meu sonho é transar eu, você e a minha esposa. Fazer o que quiser com vocês dois. Topa?
Eu disse que sim.
Ele sorriu daquele jeito de quem já sabia a resposta. Beijou minha boca mais uma vez, pegou a jaqueta e foi embora de novo — caminhão na estrada, moto na cidade, mulher em casa, e eu na Mooca com o gosto dele ainda na língua e o convite aberto no ar.

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