**O tio Sérgio me realizou no domingo em que a tia saiu**
Relato de assinante adaptado. Qualquer semelhança é coincidência.
Tinha um tio. Vou chamá-lo de Sérgio. Era o tipo de homem que eu observava demais. Casado com a irmã da minha mãe. O que me prendia nele não era só o corpo. Era o jeito. Reunia a gente e contava história de traição. Verdade ou invenção, o efeito era o mesmo: a sala ficava quente e todo mundo saía dali com a cabeça suja. Safado de boca. Nunca passou da conversa. Nunca deu em cima de ninguém da família.
O tempo passou. Mudei de Estado com meus pais. Anos longe. Quase esqueci que ele existia.
Quando voltamos, eu tinha 25. Já sabia o que queria na cama com homem. Fora de casa, sempre fiz o tipo másculo. Namorei mulher. Estou no quinto casamento. Meses sem homem. Aí a vontade volta e a razão perde.
Fomos visitar parentes. Entre eles, a tia e o Sérgio. Mais velho, ainda tesudo. Quando o vi, o corpo respondeu na hora. Ele me olhou diferente. Me comeu com os olhos.
Ficamos a sós na cozinha, estreita. Fui à geladeira. Ele passou por trás e encostou. Se era teste, funcionou. Empinei. Esfreguei. Ele alisou. Apertou mais. Senti endurecer. Minutos assim, sem frase. Depois, no ouvido:
— Se quiser isso de verdade, vem amanhã. Domingo. Sua tia passa o dia na casa da sua avó.
Só de ouvir, gozei na cueca. Respondi engrolado que voltaria. Fui ao banheiro me limpar.
O resto do dia foi ansiedade. Cinco vezes sozinho. Não aguentava.
No outro dia inventei a bolsa esquecida. Cheguei cedo, nervoso. Ele sorriu e mandou entrar. A tia ainda estava. Conversa curta. Ela, sem malícia, deixou cerveja na geladeira e disse para eu ficar com o tio.
O portão fechou. Ele veio. Beijo fundo, língua, pescoço. Elogio baixo: que sempre tinha me querido, que eu era o tesão antigo dele. Eu não acreditava. O medo de ela voltar só aumentava o tesão.
Era forte. Me tirou do sofá e me levou para o quarto de casal. A cama deles. Se ela aparecesse, acabava o casamento e a minha cara. O medo virou combustível.
Pediu de quatro. Fiquei. Esperei a penetração. Veio a língua. Urrei. Quente, lenta, dentro. Uma mão em mim. Gemia, rebolava contra o rosto dele. Minutos nisso.
Levantou. Achei que ia entrar. Trouxe até a minha boca.
— Mama.
Chupei com fome. Ele enfiava, gemia, dizia que a boca apertava. De repente urrou. Jato quente na garganta. Segurou minha cabeça.
— Engole. Não meleca o lençol.
Engoli. Quente, bastante. Achei que ia parar. Não parou.
— Agora o resto.
Por trás. Encostou e entrou quase de uma vez. Doeu e gozei de nervoso ao mesmo tempo. Pelos na pele. Ficou parado, pulsando.
— Está gostando?
— Estou.
Saiu devagar. Entrou de novo. Na terceira, o prazer passou a dor. Na quarta eu pedia força. Ele deu. Depois mais lento. Me virou, beijou nuca e boca, a boca no peito, me chamava baixo. Eu só gemia.
Ficou de joelhos, me olhando, mão na barriga, outra em mim, ainda dentro.
— Quero te ver gozar assim.
Eu só repetia o nome dele. Cada estocada pingava. Formigou. Gozei como nunca. Quase no mesmo tempo ele gozou dentro, até o fundo, e ao sair escorreu quente. O lençol ficou marcado dos dois. Ele riu.
— Não tem problema.
Trouxe até a boca para eu limpar. Deitou em cima. Disse que tinha realizado o sonho. Que eu tinha sido a melhor cama que ele já tinha tido.
Sugeriu banho. Perguntei da tia. Disse para eu ficar tranquilo.
No box o pau voltou. Ajoelhei de novo. Naquele dia foi quarto, banheiro, cozinha e — pasme — o quintal.
Nunca imaginei ele tão solto. Nem eu tão entregue.
Voltei outras vezes. A tia até hoje me trata bem. Para ela, eu era boa companhia para o tio. Ela não imagina o quanto a companhia dele também foi.
Relato adaptado. Semelhança com alguém real é coincidência.

.jpeg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário