O vigia da noite me comeu na guarita — e mandou eu ir embora antes do turno acabar
Relato adaptado. Qualquer semelhança é coincidência.
Quem acompanha sabe: são relatos de assinante, universo masculino, o que quase ninguém conta.
Neste conto me chamo Daniel. Morava num condomínio fechado no interior de São Paulo — muita cerca, muita câmera, guarita 24 horas. Os vigias, no geral, eram homens grandes. O da noite era o que me desmontava: o Renato. Moreno, alto, forte. Conversava bem. Dizia que só a mulher resolvia. Eu não acreditava no fundo — ou não queria acreditar.
Deixei de sair várias vezes só para ficar na guarita. Puxava sexo. Ele desviava. No máximo contava da noite anterior com a esposa. Eu ia para casa e resolvia sozinho. Quase toda punheta tinha o nome dele. Lembrava um mototaxista da faculdade — essa história fica para outro dia.
Com o tempo a amizade cresceu. Alta hora, porta fechada, ele falava de intimidade. Nada além da conversa. Tinha banheiro e chuveiro na mini casa da portaria. Eu me sentia a visita que não podia ficar.
Uma noite quente, abafada, chuva fina. Passava das onze. Condomínio morto: TV longe, gente dormindo. Inventei um refrigerante e fui. Porta encostada. Entrei sem bater, na esperança de flagrar algo. Melhor: ele saía do banho, toalha branca.
Susto.
— Porra. Assim você me mata. Entra. Fecha. Esqueci aberta. Está quente.
Tirou a toalha sem cerimônia. Fiquei parado. Grosso, cabeça marcada, meia-bomba. Vi que eu molhava o lábio.
— Fecha a boca. Quer provar?
Depois ele jurou que foi só fala. Eu já tinha pulado. Boca nele. Cresceu e não coube inteiro. Mão na minha cabeça, fundo. Eu pedia mais com a boca cheia. Olhos fechados do lado dele.
— Quero te comer. Hoje. Sempre soube que você vinha por causa dos machos. Já deu para alguém daqui?
— Você é o primeiro.
Mentira. Primeiro do condomínio. Não o primeiro da vida.
Bermuda no chão, camiseta. De quatro na cadeira — dali dava para ver as telas: nada se mexia. Mãos grandes na bunda.
— Linda.
Pediu calma pela grossura. Ele pincelou, encostou, pressionou. Empinei. Uma estocada e entrou. Gritei. Parou. Depois foi. Doía e eu pedia mesmo assim.
Abriu, olhou, caiu de boca. Cinco minutos. Disse que gostava de fazer isso na mulher — e que no trabalho eu seria isso. Mordida na orelha. Sentou na cadeira.
— Senta. Rebola. Quero acabar dentro.
Sentei até o fundo. Doía. Desci. Ele gozou, quente, muito. O pau baixou ainda dentro. Mordeu minhas costas e mandou eu gozar. Gozei. Aí, educado:
— Vai para casa. A gente não pode se prejudicar.
Foi a primeira noite. Uns dias ele me tratou diferente. Depois voltamos, sempre tarde. Até eu descobrir as casadas. Os “não” começaram. Mudei de casa. Apareceram outros. Segui.
Relato de assinante, adaptado. Fotos, se houver, são de IA. Semelhança com alguém real é coincidência.

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