Viramos o jogo de 3 a 0 — no vestiário o capitão organizou a fila e eu saí por último
Relato adaptado. Time adulto. Qualquer semelhança é coincidência.
Envie também seu relato para contosdebanana@gmail.com
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Que partida. Primeiro tempo: 3 a 0 contra. Eu era o goleiro novo e a culpa caiu em cima de mim. O capitão — neste conto, o Wagner, negro, malhado — gritou que eu tinha que parar de levar frango. Escutei calado depois do terceiro. No segundo tempo voltei mordido. Agarreí tudo. Viramos 4 a 3.
No quarto gol o Wagner veio correndo, abraçou o time. Quando chegou a minha vez, senti ele duro debaixo do calção.
— Cara, ganhamos.
No vestiário todo mundo ria. Wagner nu no chuveiro, o mais alto da sala. Eu fiquei na minha, mas o volume da comemoração não saía da cabeça. Distraído, não vi a palmada na bunda.
— Foi mal naquela hora. No segundo tempo você segurou tudo.
Nu ao meu lado. Os outros chegaram para parabenizar. Tapinha na cabeça, nas costas. Alguns pelados. Wagner viu que eu estava duro. Tentei disfarçar. Tarde.
— Galera, o goleiro está armado. De tanto agarrar bola?
Risada. Fiquei vermelho. Não tinha como esconder. Ele encostou, hálito quente no ouvido, mão firme na bunda.
— Sabia que essa bunda é gostosa?
Os outros olhando. Arrisquei. Ajoelhei, peguei ele, comecei a mamar. Wagner gritou:
— Hoje tem festa, pessoal.
O time fechou. Ele cedeu a boca e foi para trás: um dedo, dois, três. O atacante — o Mauro — veio na frente, grosso, fundo na garganta. Wagner posicionou e forçou a entrada. Quis falar que doía. A boca cheia não deixou. Em volta, putaria alta, incentivo, fila se formando.
O ponta — o Davi — juntou-se ao Mauro. Dois na boca. Wagner metia atrás até a impaciência do resto. Tirou de uma vez. Frio. Organizou a fila indiana. Mauro e Davi gozaram juntos na boca. Dois ao mesmo tempo foi demais.
O zagueiro — o Vinícius — entrou com vontade. Inclinei para facilitar. O meio-campo loiro — o Érico — tomou a boca. Vinícius gozou dentro. Quente.
Wagner afastou o Érico e mandou o outro zagueiro — o Ronaldo, também grande — deitar na esteira, de barriga para cima. Sentei. Doeu. Pedi para aliviar.
— Doendo? Vai doer mais.
Wagner encaixou por trás. Dois ao mesmo tempo. O vai-e-vem batia. A meia-zaga — Elias e Paulo — veio na frente, os dois na boca. Quatro homens. Wagner e Ronaldo metiam com peso. Gozei na barriga do Ronaldo sem a mão. Elias e Paulo gozaram na boca. Engoli.
Pedi mais. Luiz e Henrique tomaram o lugar da frente. Wagner gozou atrás. Vinícius assumiu o lugar dele. Ronaldo, embaixo, gozou de novo. Paulo entrou. Henrique gozou na boca.
Dez. Chupei os dez. Levei os dez. No fim mamamos o que restava. Deixei o Wagner por último.
Saí do vestiário destruído: cu ardendo, mandíbula doída — e feliz. Quero repetir. Com mais.
Relato adaptado. Semelhança com alguém real é coincidência.



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